Sem título

Agora em São Paulo tem duas exposições (que eu saiba) de organização independente.
Uma no Atelieta (procurem no facebook), e outra na Unesp que se chama ENTRE, e que eu participo.

Acredito que o que há de mais interessante em ambas é a questão da união para se fazer algo, o estar junto e pensar que isso também já é uma proposição artística. Para os artistas, talvez, também pensar que estamos todos construindo/aprendendo sempre e estamos na "mesma"... (algo que prafrente me disse recentemente).
Generosidade e não competição.



abaixo um texto meu de 2009 que diz algo sobre também:

Espaço Vida

O que chamo de Espaço Vida é uma proposição de um viver estético, um viver resignificando sua própria postura com os objetos e pessoas em período constante e que não se restringe aos profissionais das artes. Uma postura ativa e política com o mundo e sociedade, se atentando para o espaço “entre” ao invés dos fins e começos. Entender-se como produtor/construtor no tempo e espaço em que se circula/ocupa. Estar atento aos fenômenos diários objetivos e subjetivos.
A preocupação formal do objeto ou do resultado é deixada de lado, ou interessa àqueles que irão obter sustento financeiro, ou procurar serem inteligíveis a partir desses trabalhos e que são profissionais artistas.
O que pode se prever como produtos são antes, frutos de relações que partem do homem e a materialidade: registros de ações condensadas em um suporte variável ou simplesmente vida. (Troca de vida e energia).
Dessa forma o que interessa é o estar presente no local. Ter liberdade individual para criar sem esquecer-se como Ser coletivo.
Assim pretende-se que a relações humanas se transformem e que a arte se amplie para todos, sendo uma realidade cotidiana.

viabilização
Para que o sujeito possa exercer seu “estar presente”, ou produção constante, é necessário que haja uma reforma social de distribuição e aumento de renda e diminuição da carga horária de trabalho. Pois dessa maneira o sujeito poderá ampliar suas relações espaciais e temporais, e aumentar potencialmente sua relação fenomenológica também nos espaços que já ocupa e freqüenta.
A questão financeira é um ponto crítico para o desenvolvimento desse pensamento porque é intrinsecamente ligada ao fator tempo. E esse atrelado ao fator espaço.
Dessa forma a falta de capital, irá acarretar na falta de tempo e espaço para se desenvolver como sujeito ativo ou construtor do Espaço Vida próprio e coletivo.

Beba
julho 2009