por mim...por nós(tempos distintos)




obrigado Atelieta pelo convite! Rua Itapólis 1893!

narrativas cotidianas

copa 
copan
nathan
gauguin

Narrativas Cotidianas


Pela evidenciação da poesia existente na vida.

A tentativa de apresentação do cotidiano.

Algo que ultrapasse minha singularidade.

narrativas cotidianas - SM

sob medida
super man

narrativas cotidianas- insociável-intratável/intratável-insociável

Fui a um evento de performance.
Um rapaz fazia uma performance na qual distribuía páginas de um dicionário.
Recebi, entre outras, as páginas grifadas abaixo. 
Provavelmente de sua autoria.

(aperte Ctrl+ após abir a imagem para melhor visualização)

narrativas cotidianas- gato (para Niki e Kika)

o gato sobe no telhado
olha e é olhado.

 




I Mostra do Programa de Exposições Centro Cultural São Paulo

Recebi por e-mail o relato abaixo, feito por Raoni Garcia que participa do Edital de Projetos de Mediação em Arte do CCSP, com o projeto Linhas de encontro... Atrás do desejo e da criação.


Nele, Raoni se refere ao trabalho realizado por mim para a I Mostra do Programa de Exposições em cartaz até 14/8.


Achei muito interessante a forma com que Raoni, mesmo sem me conhecer pessoalmente, manifestou sua experiência. 


Publico aqui seu texto e registros fotográficos dos trabalhos realizados para a mostra.



Relato 1


Piso no invertido chão __ parede.
Rolo na travestida parede __ chão.
Caminho na linha de piso tátil azul sobre o branco.
Imaginando...
Imaginamos novas perspectivas. Experimentamos este aqui/agora, pleno em materialidade do instante já.
Quem não reconhece as placas de chão ‘Guia cego’? Quem observa, e não compreende a funcionalidade deste objeto?
Ernesto (Sim. Como geração espontânea brota a identidade da persona/performer.) compartilha suas dúvidas onde todos nos reconhecemos nelas.
Lugar comum. Comum a todos.
O movimento dança no corpo a ação que surge da necessidade de deslocamento no espaço-tempo. Aqui nos encontramos, e por um instante nos perdemos no tempo-espaço.
Mas essa é apenas UMA das possibilidades.



 
 





narrativas cotidianas- 28/6/2011

                                  Fui a Santo André.
                           de trem fui para o Brás.


      um pintor na Barra Funda..


    
                                                                                                                                  


me lembro de julho passado.





narrativas cotidianas

No ônibus Praça Ramos.
Observo a senhora do banco da frente que escreve durante todo o caminho em alguns papéis.
No ponto em que a senhora desce ela me dá um exemplar.

narrativas cotidianas

sexta-feira 27/05/2011
no ônibus sob o minhocão.

narrativas cotidianas- Invasão Perdizes 14/5/2011

No dia 14 desse mês, após uma festa no bairro de Perdizes, entrei numa casa em reforma próxima a Rua Cardoso de Almeida.
Era noite, e foi um pouco difícil caminhar pelo espaço.
Registrei entre outras coisas essa possibilidade abaixo.



Sem título

Agora em São Paulo tem duas exposições (que eu saiba) de organização independente.
Uma no Atelieta (procurem no facebook), e outra na Unesp que se chama ENTRE, e que eu participo.

Acredito que o que há de mais interessante em ambas é a questão da união para se fazer algo, o estar junto e pensar que isso também já é uma proposição artística. Para os artistas, talvez, também pensar que estamos todos construindo/aprendendo sempre e estamos na "mesma"... (algo que prafrente me disse recentemente).
Generosidade e não competição.



abaixo um texto meu de 2009 que diz algo sobre também:

Espaço Vida

O que chamo de Espaço Vida é uma proposição de um viver estético, um viver resignificando sua própria postura com os objetos e pessoas em período constante e que não se restringe aos profissionais das artes. Uma postura ativa e política com o mundo e sociedade, se atentando para o espaço “entre” ao invés dos fins e começos. Entender-se como produtor/construtor no tempo e espaço em que se circula/ocupa. Estar atento aos fenômenos diários objetivos e subjetivos.
A preocupação formal do objeto ou do resultado é deixada de lado, ou interessa àqueles que irão obter sustento financeiro, ou procurar serem inteligíveis a partir desses trabalhos e que são profissionais artistas.
O que pode se prever como produtos são antes, frutos de relações que partem do homem e a materialidade: registros de ações condensadas em um suporte variável ou simplesmente vida. (Troca de vida e energia).
Dessa forma o que interessa é o estar presente no local. Ter liberdade individual para criar sem esquecer-se como Ser coletivo.
Assim pretende-se que a relações humanas se transformem e que a arte se amplie para todos, sendo uma realidade cotidiana.

viabilização
Para que o sujeito possa exercer seu “estar presente”, ou produção constante, é necessário que haja uma reforma social de distribuição e aumento de renda e diminuição da carga horária de trabalho. Pois dessa maneira o sujeito poderá ampliar suas relações espaciais e temporais, e aumentar potencialmente sua relação fenomenológica também nos espaços que já ocupa e freqüenta.
A questão financeira é um ponto crítico para o desenvolvimento desse pensamento porque é intrinsecamente ligada ao fator tempo. E esse atrelado ao fator espaço.
Dessa forma a falta de capital, irá acarretar na falta de tempo e espaço para se desenvolver como sujeito ativo ou construtor do Espaço Vida próprio e coletivo.

Beba
julho 2009

Pra

Já faz tempo conheço Gustavo Prafrente.
Estudamos na mesma universidade e por diversas afinidades moramos juntos e tivemos uma dupla em Artes Visuais. Felizmente após o desfecho profissional da dupla nos mantivemos próximos, acreditando e apoiando um ao outro.

Prafrente, como ele mesmo diz, decidiu ter a postura de um músico em relação ao mundo, embora tenha ainda uma produção na área das artes visuais...




Durante as duas últimas semanas prafrente está gravando seu álbum de estréia e chamou a mim e a Filipe Vaz (Tomate) para fazermos uma parceria, também me chamou para uma pequena entrevista/relato que ocorreu no domingo passado.
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Uma breve impressão de domingo:

-As pessoas foram chegando por volta das 11h.
-Estávamos lá em 7 pessoas.
-Cozinhamos, e almoçamos no quintal da casa no bairro do Bexiga.
-Nos ajeitamos para a “entrevista”.




Percebi pela fala das pessoas o que aquele processo tinha gerado nelas, e me impressionou em como em tão pouco tempo houve dedicação e amor ali...

Parabéns gustavoprafrente por estar inserindo mais do que trabalho: sentimentos.
Parabéns: Vitor Moraes, Fernando Rischbieter, Francisco Orlandi Neto, Dw Ribatski, Matheus Barsotti e Regiane Ishii pela abertura que mostraram ter em acolher o que lhes foi proposto.


                                          crédito foto: Chico Orlandi

                                          crédito foto: Vitor Moraes

                                           crédito foto: Gustavo Prafrente





Colaboração


Tenho pensado sobre a necessidade da colaboração nos dias de hoje.
E qual a possibilidade real de tal.

Entendo que seja necessário formar núcleos/grupos heterogêneos de duração variável, mas com ações efetivas.
Isso caso seja de interesse alguma espécie de construção.

E caso seja, é preciso faze-lo com objetividade, comprometimento, profissionalismo...

Porém, de fato agora, estamos envelhecendo e a maioria das pessoas mais próximas possuem ou procuram um emprego fixo. Somos classe média.

Assim, acho que parte da produção em São Paulo deva ocorrer em tempos “entre”.

Resíduos Digitais

Econtrei as imagens abaixo.
Feitas na época da Red Bull...






Século 21

Já falei aqui sobre minhas preocupações atuais em artes visuais.
Um pequeno comentário sobre o mesmo assunto.

Talvez a partir de meus interesses iniciais e minha própria formação na Unicamp, acredito que a arte sempre surgiu da vivência e relação entre homens e objetos. Era assim, antes de tudo, quando houve da minha parte interesse em artes.

Embora uma graduação ou cursos na área nos dêem bases "conceituais" para a elaboração do trabalho, é imprescindível que se retorne sempre ao fazer, ao primitivo da ação e seu estágio fenomenológico.

Dessa forma, cada vez mais acredito que o "projetar" se reserva principalmente à artistas, curadores e críticos presos ainda à metodologias científicas, ensinadas como já dito em universidades e cursos. Caso recorrente na cidade de São Paulo.

Acredito assim, que essas mesmas bases de formação, necessárias em determinados momentos, devem ser afloradas em contextos e situações específicas que nos colocamos a viver. Assim como todas memórias acessadas, que se resignificam e se reformulam no cotidiano.

Carnaval 2011

Carnaval em sampa
convivendo com os amigos 
encontrando e conhecendo tantos outros


Ipiranga-SP

gosto do bairro que hoje moro.
aqui me sinto perto e longe o bastante de tudo o resto.
aqui passo tardes distante de todo mundo.
um mundo é criado.
.
.
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em contraponto:
aqui eu sou esquecido
aqui eu não sou chamado

CCSP 2011

21/12/2010 - 07h35

Centro Cultural São Paulo anuncia 18 artistas selecionados para 2011

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DE SÃO PAULO
O Centro Cultural São Paulo selecionou entre 382 inscritos 18 artistas para participar de seu programa de exposições em 2011. Cada um deles ganhará exposição individual no espaço coletivo do centro cultural ao longo do ano.
A comissão de seleção foi formada pela artista plástica Carmela Gross, pela historiadora Valéria Piccoli, pelo crítico de arte Fernando Cocchiarale, pelo diretor do CCSP, Ricardo Resende, e por José Augusto Ribeiro, curador de artes visuais da instituição.
Os contemplados foram:
Antonio D´Horta
Aruan Mattos Lopes e Flavia Regaldo
Bruno Baptistelli
Bruno Storni
Bruno Vieira
Carolina Caliento
Daniel de Paula
Daniel Scandurra
Flora Leite
Karen Kabbani
Lucas Arruda
Mariana Gallender
Nathan Tyger
Rafael Adorjan
Regina Parra
Rodrigo Torres dos Santos
Tatewaki Nio
Thales Leite

Talvez

Hoje já não me interessa tanto o projetar em arte.
Quero parar com isso e seguir realizando coisas.

Há hoje uma vontade sim de viver situações e estar presente.
Não somente em arte.
...
quanto a arte faço isso em trabalhos de contextos e montagens específicos.

2010/2011

pela primeira vez reparei quão longe é o natal do reveillon
pela primeira vez vi que dezembro é um mês longo
pela primeira vez entendi que o 1º dia do ano tem razão em sê-lo
pela primeira vez entendo que um ano começa, e que por isso será longo.